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Leilão está previsto para março de 2026, mas falta transparência sobre o que realmente será entregue à região
A anunciada privatização da BR-365, com leilão previsto para março de 2026, e da BR-251, tem gerado mais dúvidas do que confiança entre moradores do Norte de Minas e motoristas que utilizam diariamente essas rodovias. O que chama atenção, além do próprio projeto, é o silêncio quase absoluto de deputados estaduais e federais, especialmente daqueles que costumam usar as redes sociais para divulgar “grandes conquistas” para a região.
Se o projeto fosse, de fato, positivo e vantajoso para a população, dificilmente passaria despercebido ou deixaria de ser explorado politicamente. O que se vê, no entanto, é o contrário: nenhuma mobilização pública, nenhum debate aberto e nenhuma explicação clara sobre os impactos reais da privatização.
Duplicação limitada e expectativa enganosa
Diferente do que muitos acreditam e do que está sendo induzido a pensar, a BR-365 não será totalmente duplicada. O projeto prevê algo em torno de 78 quilômetros de duplicação, número muito distante do que se espera de uma rodovia pedagiada. No caso da BR-251, a situação é ainda mais preocupante: apenas 40 a 48 quilômetros devem receber duplicação.
Ou seja, o motorista vai pagar pedágio, mas continuará trafegando, na maior parte do percurso, por rodovias simples, com os mesmos gargalos, riscos e limitações estruturais de hoje. A promessa implícita de uma rodovia moderna, segura e totalmente duplicada não corresponde à realidade do projeto apresentado.
@eusoufry Estão tentando vender a privatização da BR-365 e da BR-251 como se fosse um grande avanço 😡🚨 mas a verdade é bem diferente. Vão colocar pedágio 💰🛣️ e a rodovia NÃO será totalmente duplicada. Na BR-365, pouco mais de 70 km de duplicação… na BR-251, menos ainda 😤❌. Mesmo assim, tem gente batendo palma 👏 achando que tudo vai virar pista dupla, moderna e segura. NÃO VAI! E o que mais revolta 😶🌫️ é o silêncio dos deputados estaduais e federais 🤐📵. Quando o projeto é bom, eles aparecem sorrindo em vídeo, fazendo propaganda, dizendo que foi conquista deles 😎📸. Agora, quando o projeto é fraco, mal explicado e prejudica a população… todo mundo some 🫥. O discurso é sempre o mesmo 🚗💥 “ah, mas é por causa dos acidentes”. Só que quem vive a rodovia sabe a verdade. O trânsito trava por causa de carretas pesadas 🚛🐢, forma fila, engarrafamento… aí quando aparece uma reta, alguns motoristas fazem ultrapassagens proibidas tentando recuperar o tempo perdido ⚠️😡. O problema não é só a rodovia, é a falta de estrutura de verdade! Privatizar não é o problema ❗ O problema é privatizar sem garantir melhorias reais 📉. É fazer o povo pagar pedágio e continuar correndo risco ⚰️🚘. É empurrar um projeto fajuto goela abaixo, sem debate, sem transparência e sem respeito com quem depende dessas rodovias todos os dias. A região não pode aceitar migalhas 🚫🍞. Se é pra privatizar, que seja com duplicação ampla, segurança e retorno real para a população 💪🛣️. Do contrário, é só mais um negócio bom pra poucos… e prejuízo pra muitos 😤🔥. #BR365 #BR251 #Privatização #Pedágio #Rodovia #NorteDeMinas #MontesClaros #MinasGerais #SilêncioPolítico #Deputados #Fiscalização #Transparência #ProjetoFajuto #PovoPaga #Enganação #AcordaNorteDeMinas #SegurançaViária #NãoÉContraPrivatizar #QueremosRespeito #MocAlerta #FryDoMocAlerta
♬ som original - Fry
Duplicação pode ficar a critério da concessionária
Outro ponto que gera insegurança é que a ampliação da duplicação pode ficar condicionada à decisão da concessionária, e não como uma obrigação contratual clara. Isso significa que a empresa pode optar por não realizar melhorias significativas, mantendo apenas o mínimo previsto, enquanto o pedágio é cobrado normalmente da população.
Não se trata de ser contra a privatização em si. A crítica central é: privatizar sem garantir melhorias estruturais reais é transferir o custo para o cidadão sem oferecer retorno proporcional.
Acidentes: discurso repetido e explicação incompleta
A principal justificativa usada para defender a privatização é o alto índice de acidentes nas rodovias. No entanto, esse argumento é repetido sem aprofundamento. Estudos e registros mostram que muitos acidentes na BR-365 e na BR-251 ocorrem por imprudência, e não apenas por falta de duplicação.
Em trechos de pista simples, o tráfego lento especialmente devido a carretas pesadas gera longos congestionamentos. Quando surgem retas ou descidas, alguns motoristas tentam compensar o tempo perdido realizando ultrapassagens proibidas, aumentando drasticamente o risco de colisões frontais.
Ou seja, duplicar pequenos trechos isolados não resolve o problema estrutural, tampouco elimina o comportamento imprudente no trânsito. Sem uma duplicação ampla, contínua e bem planejada, os riscos permanecem.
Silêncio político e falta de debate público
O que mais preocupa é a ausência de posicionamento claro dos representantes eleitos. Deputados estaduais e federais que deveriam defender os interesses da região não explicam o projeto, não esclarecem os números e não confrontam os pontos frágeis da concessão.
A população está sendo levada a acreditar que a privatização trará melhorias significativas, quando, na prática, o que está no papel não corresponde às expectativas criadas.
A região não pode pagar a conta sozinha
A crítica não é ideológica, nem contra investimentos privados. É um alerta. Privatizar rodovias estratégicas sem garantir duplicação ampla, segurança real e benefícios concretos é um mau negócio para o Norte de Minas.
A população precisa de transparência, debate público e coragem política. Projetos que impactam diretamente a vida de milhares de pessoas não podem ser empurrados goela abaixo, embalados em promessas vagas e silêncio institucional.
Enquanto isso não acontece, o risco é claro: pagar pedágio caro para continuar andando em rodovia perigosa.
